26/07/2016

Foco Reajustado

Dois anos seguidos de voo em tempestade forçaram prementes ajustes na rota da Cromex, nº1 em masters no país. Entre as mudanças, sobressaem a dedicação a masters sólidos, causa da retirada dos colorantes líquidos do mostruário, e o encerramento da atividade de vendas de resinas e auxiliares importados. Com esta decisão, aliás, a norte-americana ExxonMobil perdeu o distribuidor de seus polietilenos no país. “Ao final das contas, o fim da comercialização de materiais resultou positiva do ponto de vista de caixa, melhoria de margem e a retomada do foco no negó- cio tradicional da empresa”, defende o diretor comercial Glauco Moraes.

Potência em especialidades, a Cromex também empunha a batuta, à sombra da suas escalas saradas, dos destinos de masters pretos e brancos no Brasil. Quanto aos primeiros, o diretor descortina um cenário – literalmente – negro. “Sem dúvida, a construção civil e o setor automotivo foram os campos de pretos mais vitimados pela crise”. Para contrabalançar o breu nas vendas, Moraes afirma sem abrir números e explicações que a empresa trata de ampliar seu leque de produtos e tecnologias de masters pretos. Já em brancos, a saída tem sido ampliar a carteira de clientes para a empresa buscar refúgio do resfriamento da demanda em dois dos principais oásis de brancos, descartá- veis e produtos de limpeza. O vento tem soprado mais a favor para os lados dos coloridos da Cromex. “Constatamos aumento expressivo na procura por desenvolvimentos de cores, em especial para embalagens de cosméticos e componentes de bens duráveis”.

Faça sol ou chuva no câmbio, a Cromex sempre primou, em isolamento quase absoluto, pela continuidade em suas exportações. “O câmbio mais favorável, lógico, reforça este esforço, aliado ao grande reconhecimento no exterior de nossa marca e qualidade e uma prova recente são nossas primeiras exportações para os EUA”, sublinha Moraes.

Entre as frentes vistas como promissoras este ano, Moraes põe fé em suas formulações para o agronegócio, entre elas concentrados para ráfia, e a linha de masters para filmes de polipropileno biorientado (BOPP), caso de três tipos opacos – perolado, branco e branco de baixa densidade. “O portfólio para BOPP abarca ainda concentrados de aditivos migratórios e não migratórios que agregam ao filme características como a dissipação de cargas ou redução do coeficiente de atrito e do efeito de bloqueio”, ilustra o diretor.

Fonte: Plásticos em Revista. Maio de 2016. Edição nº 625. Disponível em: http://plasticosemrevista.com.br/wp-content/uploads/PDF/plasticos_625.pdf

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